sexta-feira, 27 de junho de 2014

Puxada por trás da cabeça, Duvidas?

           Você certamente já viu nos centros de treinamento alguém realizando o exercício de puxada por trás da cabeça. A ideia do mesmo, é desenvolver preferencialmente a força e a hipertrofia da musculatura do grande dorsal.  Muito usada antigamente por fisiculturistas e adeptos da velha escola, a puxada por trás da cabeça sempre foi uma variação muito "apreciada". Porém este movimento seria seguro e eficaz? 

           

         Quando pensamos em hipertrofia e força, devemos focar em qualquer detalhe que gere intensidade. Uma das principais variáveis, neste sentido, é a amplitude de movimento. 
 É de fácil de concluir que puxando a barra por de trás da cabeça, a amplitude é muito inferior quando comparada ao mesmo movimento feito pela frente, onde a barra pode chegar até a altura das clavículas.  Quanto a ativação muscular, não há diferenças.
Na literatura pertinente não existem estudos, que indiquem que a distância das mãos, ou puxar pela frente ou por de trás, altere o trabalho muscular. 

              O músculo é um só, como poderia ser diferente? Como um exercício para o grande dorsal poderia estressar uma determinada parte do músculo e não ele como um todo? 
Funcionalmente, a puxada por de trás da cabeça também não parece ser interessante, uma vez que para o nosso dia-dia não há uma transferência.  Qual movimento que usamos para puxar algo nesta posição? Difícil até para os mais criativos. Diferentemente puxar pela frente e usado nas mais diversas situações do cotidiano, como por exemplo, erguer o varal de roupas. 

Ao contrário do que muitos acham, puxar a barra por de trás da cabeça não é perigoso para os músculos aparentes dos ombros, e sim para um complexo muscular interno que estabiliza a articulação. Este complexo muscular chama se manguito rotator, é formado por 4 pequenos músculos que se contraem toda a vez que fazemos um movimento que afasta o braço do corpo.  A função do manguito rotador é estabilizar a articulação do ombro. Quando puxamos a barra por de trás da cabeça, o ocorre uma rotação externa do ombro, o que ativa os 
pequenos músculos para evitar uma possível luxação. 

Você deve estar se perguntando, se a função do manguito rotator é exatamente esta, qual seria o problema? 

A resposta para essa pergunta é a sobrecarga utilizada, a mesma esta ajustada para um músculo mais poderoso. Lembro que o exercício é para o músculo do grande dorsal, muito maior e mais forte que os pequenos músculos estabilizadores do ombro, que na tentativa de resguardar a articulação sofrem um estresse muito mais intenso do que foram programados a tolerar, o que credencia o exercício de puxada por de trás como arriscado, colocando o indivíduo que o pratica sujeito a lesões. 

A pergunta que fica é, se puxar pela frente é mais eficiente e não oferece riscos, porque fazer por de trás da cabeça?  O objetivo do treino deve ser performance e saúde. Faça tudo o que puder para se afastar das famigeradas lesões musculares. 





Referências
1-GROSSML, BRENDERSL, ESFORMESI,SONZOGNIJJ. Anterior sholder instability in weight lifters.The American Journal of Sports Medicine 1993;21(4):599-603

2-SIGNORILLE JF ,ZINKAJ ,SZEWEDSP.A comparative eletromyographical investigation of muscle utilization patterns using various hand position during the latpull-down.Journal of Strenght and Conditioning Research 2002;16(4);539-46.

3-BLACKARDDO, JESENRL, EBBENWP.Use of EMG analyses in challenging kinetics chain terminology. Medicine and Science in Sports & Exercise 1999;31Science in Sports & Exercise1999;31(3):443-8.

4- CARPENTER CSC, NOVAES J, BATISTA LA.Comparação cinemática entre os exercícios de puxada por trás e pela frente .Cabo Frio,RJ:X Encontro de Atividades Físicas e Fisioterapia do Estado do Rio de Janeiro, 2006.

5- CORREIA PP,SANTOS PMH,VELOSO A.Eletromiografia–fundamentação fisiológica ,métodos de recolha e processamento . aplicação cinesiológica.FMH1993;23-4. CRATET.

6-Analysis of the lat pulldonw.Chicago:Strength and Conditioning,1997.

7-DECKER MJ,TOKISH JM,ELLISH B,TORRY MR,HAWKINS RJ.Muscle activity during selected rehabilitation exercises.The American Journal of Sports Medicine 2003;31(1):126-34.

9-Ervilha UF,DUARTE M M,AMADIO AC . estudo sobre procedimentos de normalização do sinal eletromiográfico durante o movimento humano.Rev Bras Fisiot1998;3 :15-20.

11- ESCAMILLA FR,FLEISEG GS,ZHEN GN,BARRENTINE SW,Will KE,ANDREWA JR.Biomechanics of the knee during closed kinetic chain and open kinetic chain exercises.Medicine and Science in Sports & Exercise

sábado, 14 de junho de 2014

Dores e estralos nas articulações dos ombros, o que fazer?

Dane-se os estralos, foda-se as dores.. aqui é No Pain No Gain Porra! O negócio é esmagar pra crescer, uhuul!
e mimimi, bla bla bla e oba oba..." 

Vai nessa!

O que mais se vê nas academias, é nego reclamando de dor no ombro. Estrala, pinça, arde, inflama... mas continuam macetando 5x por semana e o que importa é no pain no gain no status do facebook. Você acha mesmo que isto é NPNG?

O termo No pain No gain, antes de se tornar uma hashtag ou um mero clichê de marombeirinho de internet, antes significava treinar em alta intensidade, tolerando a acidez do lactato correndo nas veias, era sentir lá pela oitava repetição que já não aguentava mais e ainda sim, completar a décima... Isto era no pain no gain.

Pare de se machucar atoa, preste mais atenção nos sintomas e recados que seu corpo esta dando. Ele te avisa muitas vezes antes de chegar a ponto de overtraining. 


Como evitar

Para evitar estas lesões, que podem ser altamente limitantes, o respeito aos limites fisiológicos individuais são de grande valia. Posicionamento correto no equipamento de musculação, não ultrapassar 1,5 vezes o comprimento entre os ombros no supino, não realizar movimentos de abertura lateral dos ombros (abdução) acima de 45º, posicionamento das mãos na barra (pronação ou supinação) irão prevenir futuras dores. Observe as orientações de seu Educador Físico e lembre-se: o melhor remédio é a prevenção!

Treine com mais inteligencia!
Lembre-se, tanto o cavalo quanto o burro são quadrupedes e possuem força bruta, mas somente o cavalo se destaca pela inteligencia. 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Como treinar panturrilhas

Como treinar Panturrilhas!
Por Ben Pakulski
Este é um músculo extremamente complexo. Não há dúvida que a genética da pessoa é um item predominante para o tamanho deste grupo muscular. É até deprimente quando você esta andando e se depara na calçada com aquele cidadão que nunca trinou na vida andando na sua frente com um par de batatas maior que as de um fisiculturista, bate aquela invejinha não?
Se você assim como eu, não foi abençoado com isto, terá que ralar muito! Pois bem, eu neste seis anos de treino já fiz inúmeras tentativas para aumentar as panturrilhas, alto e baixo volume, drop sets, bi-sets, FST-7 e os cambal... Mas recentemente eu testei algo novo, e juro que estou apostando todas minhas fixas que desta vez vai melhorar! Um pouco, é claro!
Se trata do sistema de alto volume e precisão de Ben Pakulski.
Como já visto em algumas outras dicas, você tem que dar pau no gastrocnêmio, ele esta totalmente acostumado a te carregar pra la e pra cá todo dia. Se quiser microlesionar suas panturrilhas, terá que bombar muito sangue pra dentro dela.
O método é o seguinte: Ele consiste em mais de 200 repetições. Mas como assim? São 10 séries de 10 com descanso de 15 segundos. PORÉM, durante o descanso você vai fazer 10-15 repetições no chão, tocando o calcanhar no chão e subindo. Ou seja, NÃO TEM DESCANSO CAVALO!
Dica: Faça com uma carga leve na maquina, ou não vai passar de 7ª série.Vai doer!
Pakulski deixa claro que a execução é primordial nisto tudo. Muita gente não sobe o suficiente. A panturrilha é um músculo flexor. Lembra que pra gerar maior estimulo tem que haver um grande alongamento e uma grande contração? Na panturrilha é a mesma coisa, você tem que descer ao máximo e subir ao máximo! Ficando bem na ponta dos pés, como uma bailarina.
Veja o vídeo:

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Fazer aeróbio com blusão queima gordura?

Muitas pessoas ligam a transpiração a queima de calorias, nosso corpo tem um sistema de equilíbrio chamado de homeostase, exatamente é esse sistema que é ativado quando o seu corpo aquece muito, a transpiração vem afim de baixar a temperatura corporal,sendo assim o fato de você transpirar mais com blusa no aeróbio não fará você reduzir mais gordura, pode até ser considerado algum trabalho extra para o corpo, mas nada significativo em relação a queima da gordura, porém é possível aumentar a definição através dessa técnica !
Mas como ?
A definição não está ligada somente a gordura, a eliminação da retenção tem uma grande colaboração para a definição do corpo, treinar ou fazer aeróbios de blusa pode ser uma das técnicas usadas para eliminar a retenção, mas deixando claro que ela só funciona com outros fatores juntos, caso contrário a homeostase citada acima, entrará em ação e sua retenção permanecerá !

Fonte: Canal do Ander

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Treinamento Funcional realmente funciona?

Por Eduardo Borges, Giovana Machado, Bruno Mezêncio, Alberto C. Amadio e Julio Serrão
1- Universidade de São Paulo - EEFE
2- Faculdade de Educação Física de Sorocaba - FEFISO
RESUMO
INTRODUÇÃO
O Treinamento funcional utiliza diferentes equipamentos e visam aprimorar a força muscular de forma global onde os músculos solicitados desempenham funções especificas nas atividades cotidianas do praticante. Base instável como bolas suíças, disco de equilíbrio ou fitas de suspensão são características desse tipo de treinamento.
OBJETIVO
Investigar parâmetros de intensidade da ativação muscular de cinco exercícios utilizados no treinamento funcional em suspensão através de análise eletromiográfica (EMG).
METODOLOGIA
Foi estudado um sujeito do sexo feminino, 26 anos de idade, 19% de gordura corporal, experiente em treinamento resistido. O indivíduo realizou 1 x 10 repetições de cinco exercícios do treinamento em suspensão: Knee-up, Roll out, Hamistring, Chest press e Back row. A intensidade de ativação
muscular foi avaliada por eletromiografia de superfície dos seguintes músculos: Deltóide Anterior, Deltóide posterior, Peitoral maior, reto abdominal, longuíssimo dorsal, iliocostal, reto femoral, bíceps femural, tríceps braquial, latíssimo dorsal, obliquo externo e bíceps braquial. O sinal EMG foi captado através do equipamento EMG 1000 (Lynx).
RESULTADOS
A tabela que esta nos comentários abaixo mostra dados EMG apresentados em valores percentuais da CVMI de cada músculo analisado com as respectivas siglas: CPR: chest press; HAM: hamstring; KNE: knee-up; BRW: back row; ROL: roll out. DA: deltoide anterior; DP: deltoide posterior; PM: peitoral maior; RA: reto abdominal; LG: longuíssimo dorsal; IC: ílio costal; RF: reto femoral; BF: bíceps femoral; TB: tríceps braquial; LD: latíssimo do dorso; OE: oblíquo externo; BB: bíceps braquial.
CONCLUSÃOPode-se concluir que os cinco exercícios em suspensão apresentaram uma BAIXA ativação da maioria dos músculos analisados, com exceção do músculo oblíquo externo durante o exercício knee-up e o músculo latíssimo do dorso durante o exercício back row. Mais estudos são necessários para a
confirmação desses resultados.
REFERÊNCIAS
Behm, D.G.; Drinkwater, E.J.; Willardson, J.M.; Cowley, P.M. Canadian Society
for Exercise Physiology position stand: The use of instability to train the core in
athletic and nonathletic conditioning. Canadian Society for Exercise
Physiology. v. 35, n.1: 109-12, 2010.
Lederman, E. The myth of core stability. J. Bodyw. Mov. Ther. v.14, n.1:84-98,
2010.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

treino no parque com os feras

Não ter dinheiro para ir pra academia não é desculpa para um marombeiro, vejam só!


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Fisiologia , Contrações , Sinergistas , Antagonistas e Agonistas.

Saiba nesse artigo tudo o que precisa sobre, músculos, movimentos musculares, classificação dos músculos,  Ações agonistas, antagonistas e sinergistas, visando a melhora nos treinos, aplicando a biomecânica de forma correta. 

Um estudo cinesiológico

1)Inervação recíproca e co-contração

A grande maioria dos movimentos humanos é realizada de forma irrestrita e perfeitamente ordenada; isso acontece em decorrência de reflexos existentes em nosso corpo durante o movimento resultantes de um processo conhecido com inervação recíproca. Neste processo acontece o seguinte: proprioceptores presentes no músculo conhecido pelo nome de fusos musculares são sensíveis ao grau de estiramento das fibras musculares. Portanto quando há um estiramento destas fibras o fuso muscular detecta a modificação e também sofre distensão, o que ativa o neurônio 1-a (neurônio anuloespiralado) presente em sua região central. Este neurônio ramifica-se e atinge a região anterior da substância cinzenta medular, local onde estão os motoneurônios. Algumas ramificações do neurônio 1-a mandam PPSE'S (potenciais pós-sinápticos excitatórios) para motoneurônios alfa que inervam o músculo, provocando assim a contração muscular. Porém, outras ramificações do neurônio 1-a estabelecem sinapses com interneurônios inibitórios presentes na medula que, por sua vez, enviam PPSI'S (potenciais pós-sinápticos inibitórios) para motoneurônios dos antagonistas aos músculos que se contraíram, provocando sua inibição. Assim, o estiramento muscular dá origem a um reflexo que gera a contração dos músculos agonistas e relaxamento dos músculos antagonistas.

Sherrington observou que em animais descerebrados ou anestesiados nos quais os controles voluntários está abolidos impulsos neurais aferentes que estimulam os neurônio motores de dado músculo inibem reflexamente os neurônios motores dos músculos antagonistas.Este efeito é conhecido como inervação recíproca, e o mecanismo pelo qual ele funciona e a inibição recíproca do músculo antagonistas.Um movimento incoordenado pode sobrevir se é excitação do agonista não for acompanhada dessa inibição reflexa correspondente do antagonista. Sherrington também observou que os músculos antagonistas podem contrair-se simultaneamente com os agonistas, o que ele atribuiu a uma inervação recíproca dupla. Estudos sobre o papel dos fusos musculares na produção de um reflexo de estiramento sugerem que essa teoria não é mas defensável.

Sherrington verificou também que após ser submetida a inibição reflexa, a estimulação neural para um músculo esquelético tende a aumentar (descarga rebote). Em conseqüência, a aplicação de estimulo que causa flexão (ou extensão) de um membro tende a ser seguida de extensão (ou flexão) ativa do membro (indução sucessiva) quando o efeito inibitório é suspenso. Já em 1925, Tilney e Pike concluíram que sobre condições normais não eram capazes de observar os fenômenos de Sherrington que a “coordenação muscular depende principalmente da relação de co-contraçao sincrônica nos grupos de músculos antagonista”. Sugeriram que um possível resultado do distúrbio dessa relação de co- contração fosse hiperextensão pelos agonista, seguida hipercorreção pelos antagonista. Sobreviria uma serie irregular de oscilações, o que pode explicar os sintomas clínicos de ataxia.

Somente os músculos que atuam sobre uma única articulação são considerados antagonistas verdadeiros. Os músculos que atuam sobre, mas de uma articulação agem às vezes como antagonista e outras vezes como sinergistas. O músculo reto da coxa normalmente atua como antagonista dos músculos do jarrete, mas se o quadril e o joelho são fletidos simultaneamente, o músculo reto da coxa atua sinergicamente com eles. Em alguns músculos multipenados , uma parte pode atuar como antagonista e a outra como sinergista.

Quando um agonista atinge a amplitude final da contração, ele começa a causar estimulação proprioceptiva do músculo antagonista . A contração resultante do antagonista, então, oferece resistência a fase final do movimento agonista. A posição do movimento onde essa resistência ocorre varia com articulação e músculos envolvidos.

É possível demonstrar a inervação recíproca no homem em movimentos voluntários sem resistência, movimentos reflexos como o reflexo patelar e, em caso de espasticidade, uma condição que leva a um encurtamento estrutural dos músculos envolvidos. Mostrou-se que a estimulação elétrica de músculos antagonistas aqueles em espasmos resulta em relaxamento dos músculos espásticos.Alguns investidores acreditam que, no movimento voluntário normal, a co-contraçao é antes a regra do que a exceção, e faltam evidências satisfatórias de que a inervação recíproca exerce o papel geralmente atribuído a ela cinesiologistas;outros afirmam que durante o movimento o antagonista se relaxa completamente, com uma única exceção – o final de um movimento semelhante a uma chicotada e uma articulação em dobradiça.

As evidências sugerem que os músculos antagonistas comportem-se de três maneiras distintas:

1) Quando há resistência externa é tão grande que a articulação não consegue se mover, os antagonistas se relaxam.

2) Quando os músculos estão atuando contra uma resistência moderada, os antagonistas tornam-se ativos para desacelera o movimento.

3) Quando não há resistência externa a ser superada e o membro deve move-se com grande precisão, a tensão tende a ser mantida nos grupos agonistas e antagonistas, com o primeiro predominando.

(...) "este tipo de organização em que há ativação de um conjunto de neurônios e inibição dos neurônios antagonistas é designado por inervação recíproca"(...) (Guerra, Falcão e Moreira,2001, pág. 3)

Um bom exemplo de inervação recíproca acontece no movimento de musculação conhecido pelo nome de flexão do cotovelo. Neste movimento o músculo bíceps braquial age como agonistas ao realizar sua contração no movimento do antebraço em direção antero-posterior, ao mesmo tempo que o músculo tríceps braquial age como antagonista, já que se relaxa durante o movimento. Falando de músculos agonistas e antagonistas, o presente artigo passará a partir de agora a descrever com maior riqueza de detalhes como ocorre a relação entre estes dois agentes durante o movimento.


2) Inibição


Exemplos de inibição graduada são vistos na maioria dos movimentos voluntários. O conceito de co-contração estabelece que o movimento geralmente envolve a contração simultânea de grupos musculares antagonistas, embora possa haver uma nítida diferença nas forças exercidas pelos membros do par. Quando a resistência externa aos agonistas é grande, a co-contração dos antagonistas é mínima, um efeito inibitória central atua sobre os antagonistas para reduzir a resistência ao movimento. Essa inibição ocorre em reflexos involuntários, embora talvez aprendidos. È controlada na medula espinhal e níveis inferiores do cérebro e é aproximadamente proporcional à quantidade de força necessária para que os agonistas realizem o movimento.

Um fisioterapeuta,administrador de primeiros socorros ou atleta eventualmente pode fazer uso do fenômeno de inibição de antagonistas. As cãibras e espasmos musculares, especialmente quando agudos, as vezes são aliviados por uma forte estimulação voluntária ou elétrica do antagonista do músculo.

Como em outros reflexos, a inibição de antagonista pode ser sobrepujada ou modificada sob certas condições. Por exemplo, na amplitude máxima de movimento o antagonista inibido pode ser alongado o suficiente para iniciar uma contração miotática.

Uma tensão geral excessiva associada ao estresse emocional também modifica a inibição reflexa de antagonistas. Nos estágios inicias do aprendizado motor, fatores como o medo, constrangimento e motivação intensa podem resultar em contrações indiscriminadas de grupos musculares, interferindo assim um movimento regular e eficaz. Atletas treinados aprenderam padrões coordenados de contração e inibição;estas foram tão fortemente condicionadas que apenas estresses intensos são capazes de interferir .Em qualquer atleta, a remoção da tensão geral excessiva minimiza a produção de impulsos motores e irrelevantes, permitindo que ocorram os reflexos condicionados para a contração e inibição. Os técnicos, professores e fisioterapeutas que enfatizam o relaxamento geral, minimizam o medo e têm cautela no emprego de estresses para motivação durante o processo de aprendizado, estão agindo com base em princípios fisiológicos e psicológicos.


3) Classificação dos músculos

Anatomicamente, os músculos podem ser classificados obedecendo a diversos critérios. Nesta seção vamos falar sobre a classificação dos músculos quanto à sua função. Lembrando sempre que tal classificação refere-se apenas aos músculos esqueléticos.

Foi visto anteriormente que os músculos envolvidos em um movimento qualquer não se contraem independentemente uns dos outros. Na verdade eles estão interligados por um processo conhecido por inervação recíproca, onde cada músculo tem uma função diferente. De acordo com Dangelo e Fattini (2000) os músculos podem ser classificados em três categorias quanto à sua função: agonistas, antagonistas e sinergistas.

3.1) Os músculos agonistas : são os agentes principais na execução de um movimento. Geralmente são os músculos que se contraem ativamente, sendo que além daqueles que produzem movimentos, também são considerados agonistas os que se contraem para permitir a manutenção de uma postura. Um exemplo de músculo agonista é o glúteo médio no movimento de abdução da coxa.

3.1.1) O papel do agonista : quando um músculo sofre uma contração com encurtamento,diz-se que ele é agonista para as ações articulares resultantes.Por exemplo, o tríceps do braço é um agonistas para a extensão do cotovelo.Alguns músculos são agonistas para mais de uma ação numa dada articulação;muitos tem uma ou mais ações sobre cada uma de duas ou mais articulações que eles por acaso atravessam. O bíceps do braço, por exemplo, é agonista para a flexão do cotovelo e supinação rádio-ulnar, e, além disso, é agonista para várias ações da articulação do ombro, devido a sua inserção proximal por duas cabeças da escápula.O agonista causa um movimento, algumas vezes, é denominado músculo principal do movimento.

3.2) Os músculos antagonistas: são aqueles que possuem ação anatômica oposta à dos agonistas, seja para regular a rapidez ou a potência desta ação. Usualmente os antagonistas são músculos que não estão se contraindo e que nem auxiliam nem resistem ao movimento, mas que passivamente, principalmente em atletas mais experientes e habilidosos, se relaxam permitindo a maior facilidade do movimento (Bompa, 1993). Um exemplo de músculo antagonista é o adutor magno na abdução da coxa.

3.2.1) O papel do antagonista: um antagonista é um músculo cuja contração tende a produzir uma ação articular exatamente oposta a uma ação articular dada de outro músculo especificado.Um músculo extensor é, potencialmente, antagonista de um músculo flexor. Assim, o bíceps do braço é antagonista do tríceps do braço com relação à extensão do cotovelo, e do músculo pronador redondo com relação a pronação rádio-ulnar. O bíceps do braço não é antagonista do músculo braquial, pois ele não se opõe a nenhum movimento para o qual o braquial seja agonista. O antagonista tem o potencial de se opor ao agonista, mas geralmente se relaxa enquanto o agonista trabalha.Quando o agonista se contrai ao mesmo tempo que o antagonista, ocorre uma co-contração.

3.3) Os músculos sinergistas: os quais podem ser conceituados como sendo os músculos que se contraem ao mesmo tempo dos agonistas, porém não são considerados os principais responsáveis pelo movimento ou manutenção da postura.

3.3.1)O papel do sinergista: é um termo usado por alguns autores para determinar o papel dos músculos agonistas secundários. A desvantagem deste termo é que, embora indique que um músculo está em ação, não especifica como essa ação ocorre.

Normalmente os músculos sinergistas sempre estão em número maior do que um. Por exemplo: os músculos sinergistas no movimento de abdução da coxa são o reto femoral, o glúteo máximo, tensor da fáscia lata, glúteo mínimo, sartório e piriforme.

Uma vez que os movimentos são inteiramente influenciados pela interação entre grupos musculares agonistas e antagonistas, um movimento espasmódico ou realizado rigidamente, pode resultar de uma interação inapropriada entre os dois grupos (ibdem, ). Daí a importância do treinamento no que diz respeito a proporcionar um relaxamento mais eficiente dos músculos antagônicos e desta maneira melhorar a suavidade da contração muscular


4) Ações agonistas, antagonistas e sinergistas

A classificação anatômica das ações musculares ocorre quando o músculo atua sozinho, sua fixação proximal é estabilizada (por outros músculos ou pelo peso corporal), e a fixação distal move-se em movimento de cadeia aberta com uma contração concêntrica contra a gravidade ou muito leve resistência.Assim não é surpreendentes que as definições agonistas,antagonistas e sinergistas não sejam constantes para os músculos mas variam com a movimentação e as forças impostas que ocorre em função.


5) Tipos de contração muscular

A maior e mais freqüente fonte de força gerada no corpo humano é pela contração dos músculos, sendo que estes nunca se contraem isoladamente pois isto produziria um movimento não funcional estereotipado. Por exemplo, a contração isolada do bíceps braquial produziria flexão no cotovelo, supinação no antebraço e flexão do ombro. Ao invés disso, diversos músculos em uma refinada combinação de forças contribuem para produzir a força desejada e o resultante movimento. Existem três tipos de contração muscular: isotônica, isométrica e isocinética.

5.1) As contrações isotônicas: consistem no tipo mais conhecido de contração muscular. Caracterizam-se principalmente pelo encurtamento do músculo com tensão constante ao levantar uma carga (ibdem, ). Dividem-se em dois subtipos: as contrações concêntricas e as contrações excêntricas. As contrações isotônicas concêntricas são aquelas onde as extremidades aproximadas. Já com a contração isotônica excêntrica fenômeno oposto ocorre, ou seja, a resistência ao músculo (peso) supera a força muscular e as extremidades do músculo são afastadas. Na rosca direta este tipo de contração fica caracterizado quando o peso levantado volta a sua posição inicial, fazendo com que as extremidades do bíceps braquial sejam afastadas.

5.2) As contrações isométricas: neste tipo de contração o músculo produz força sem alteração macroscópica no ângulo da articulação, ou seja, não há mudança no comprimento do músculo. A sua aplicação se dá contra uma resistência (peso) irremovível como, por exemplo, uma parede, e sua finalidade normalmente é de manutenção da postura e estabilização das articulações. Na prática sugere-se trabalhar este tipo de contração com o número de 5 a 10 repetições, com o tempo de 5 a 7 segundos por contração e freqüência de 3 a 5 vezes por semana em um trabalho com 50% da força máxima.

5.3) As contrações isocinéticas: Neste tipo de contração a força gerada pelo músculo ao encurtar-se com velocidade constante teoricamente é máxima durante toda a amplitude do movimento (Fox, 2000). O trabalho com este tipo de contração normalmente exige um equipamento especial criado para permitir uma velocidade constante de contração, não importando a carga (Bompa, 1993).


6) Considerações finais

O presente texto teve por objetivo o "Estudo Cinesiológico dos Músculos" referindo-se aos agonistas e antagonistas, uma vez que os mesmos atuam através de mecanismos que foram amplamente descritos e exemplificados ao longo desta apresentação. Para este trabalho foram utilizados arquivos bibliográficos diversos, sites de busca da internet e ainda algumas consultas a profissionais desta área de atuação. Procuramos abordar o maior número possível de exemplos e de situações prático-teóricas, com o intuito de florescer o nosso conhecimento e também, como não poderia deixar de ser, deixar-nos em condições de melhor discutir os referidos assuntos, tornando-nos ainda mais capazes na arte da fisioterapia.

Por fim, entendemos que exercícios desta natureza devam ser realizados com freqüência, pois a elucidação da investigação científica age como elemento fundamental no processo de desenvolvimento profissional em que estamos inseridos.


Referências bibliográficas:

1)GUYTON, Arthur C. Fisiologia humana. Traduzido por Charles Alfred Esberard. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

2)GUERRA, Miguel, FALCÃO, Manuel, MOREIRA, Adelino Leite. Reflexos osteotendinosos. [on line] Disponível na internet. URL:http://www.Fisiologi...apoio/reflexos. Pdf.14.dez.2002.

3)MAUGHAN, Ron, GLEESON, Michael, GREENHAFF, Paul L. Bioquímica do exercício e do treinamento. Traduzido por Elisabeth de Oliveira e Marcos Ikeda. São Paulo: Manole, 2000.

4)DANGELO, José Geraldo, FATTINI, Carlo Américo.Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 2.ed.São Paulo: Atheneu, 2000.

5)FOSS, Merle L., KETEYIAN, Steven J. Bases fisiológicas do exercício e do esporte. Traduzido por Giuseppe Taranto. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 

sábado, 19 de abril de 2014

NBA ao Vivo (PlayOffs)

                                        Link:  NBA Ao Vivo (Playoffs)


terça-feira, 11 de março de 2014

Saiba porque o Carnivor foi Proibido no Brasil

Mais um suplemento caiu na malha fina da ANVISA e foi proibido no país, o famigerado Carnivor.
O suplemento da MuscleMeds foi suspenso “por apresentar teores de Vitamina B12 e B6 acima da ingestão diária recomendada e as substâncias Glutamina alfa-cetoglutarato (GKC), Ornitina alfa-cetoglutarato (OKG), alfa-cetoisocaproato (KIC), que não foram avaliadas quanto à segurança de consumo como alimentos”.
Além do Carnivor mais 3 suplementos foram proibidos: ISOFAST-MHP, Suplemento de Cafeína ALERT 8-HOUR-MHP e Probolic-SR-MHP.
As decisões da Anvisa estão em quatro resoluções publicadas na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.
Triste notícia, não?
Nossa Opinião
è de conhecimento de todos que a proteina da carne da Musclemeds é um sucesso no mundo hipertrofia muscular. Inclusive marcas nacionais que optaram em comercializar versões da proteina da carne. Os argumentos apresentados pela ANVISA lhe convenceu? tendo em vista que essas substâncias são normalmente encontradas nesse tipo de suplemento e que ele não foi proibido em nenhum outro pais. Qual a Lógica disso?

quinta-feira, 6 de março de 2014

Morte em academia alerta para falta de exame adequado feito por médico

'Exame físico prévio que é feito na academia não pode ser considerado um diagnóstico clinico, pois não avalia sua condição de saúde',

Aluno regular de 56 anos, Ciro Miaguchi, que tomava medicamentos cardiovasculares,morreu durante aula de spinning em uma academia, no dia 19 de fevereiro, em São Paulo.
Abordo esse grave acontecimento, como Presidente do Departamento de Ergometria, Exercício, Reabilitação da Soc. Bras. de Cardiologia, lamentando a falta da exigênciade avaliação médica prévia para todos, situação comum na maioria das academias no Brasil! O argumento é o de que atrapalha o acesso da clientela às academias, quando precisamos incentivar a pratica de atividades físicas!
Mas, um aluno/cliente com problemas cardiológicos pode fazer spinning, lutas e outras modalidades intensas? Evidente que, sem uma consulta especializada para determinar o risco, determina suas limitações e que farão parte do atestado liberatório, não pode!
Numa aula de spinning os níveis de pressão se elevam muito, a pulsação atinge frequência altae...caso o aluno não for sadio tudo pode ocorrer. O exame físico prévio feito por um profissional que não é médico na academia só avalia a sua condição física, apesar de tão valorizado por muitos.NÃO é exame de diagnóstico clinico e isto deve ficar bem claro.
No caso das doenças cardiovasculares, poderemos ter que complementar com exames anatômicos e funcionais, feitos sempre por um médico. Dependendo do tipo de exercícios a serem programados é recomendável que se faça um teste ergométrico diagnóstico até o limite de exaustão, assim reproduzindo as condições extremas do exercício.           
Em SP, uma Lei estadual exige atestado médico para iniciar programação numa academia! Agora, cabe a população se proteger, com atestados médicos de avaliação clinica, competente e clara como exige o Código de Ética Médica, Código Penal e agora o Código de Defesa do Consumidor. Não aceite atestados indefinidos do tipo “O fulano está liberado para qualquer exercício”. O Atestado deve seguir o modelo exemplificado na Diretriz em Cardiologia do Esporte e do Exercício (www.cardiol.br), de acesso livre, validada em recente Resolução do Conselho Federal de Medicina. O atestado deve esclarecer se existem ou não limitações, e quais atividades físicas e esportivas estão livres ou proibidas naquele momento!
Caso esse documento estiver irregular ou sem clareza, quem o recebe deve solicitar um novo ou até que o mesmo seja refeito e explicadas as limitações. Os médicos que "emitem" atestados sem examinar, sem devidos cuidados, sem conhecer a que se destina, correm riscos de caráter Ético e Penal.
A educadora física Patrícia Lobato, escreveu um alerta à respeito dos acontecimentos: “Aos Profissionais de Educação Física que deixam de lado protocolos de segurança e minimização de riscos, tais como interpretação de dados da avaliação física e clínica, "anamnese rápida" antes dos treinos, monitoramento da intensidade durante os treinos e acompanhamento das fases de recuperação antes do próximo estímulo.
Aos empresários do setor de academias que "esquecem" que não estão na área de lazer e entretenimento como muitos se classificam, apenas influenciados pelas tendências de marketing, MAS SIM NA ÁREA DA SAÚDE ONDE NOS RESPONSABILIZAMOS PELOS BÔNUS DE UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL E ATIVA OU PELO ÔNUS DE UMA FATALIDADE DESTAS”

Fonte: Euatleta.com

terça-feira, 4 de março de 2014

Artigo do Dia: Gracyanne Barbosa e a grande polêmica do agachamento livre com supostas anilhas falsas

É incontestável o tamanho da capacidade, tranquilidade, habilidade motora e resistência física da atleta, há exatos 16 anos, treina regradamente de Segunda a Domingo, alternando cardio e levantamento de peso como muitas poucas mulheres seriam capaz de efetuar. Gracyanne criou para si uma atmosfera militar em todos os aspectos de sua rotina, assustadoramente disciplinada, mantém a ingestão de alimentos condizente com a sua performance diária da maneira mais correta possível, estabelece como lei, uma noite de descanso sem qualquer interrupção, dia após dia, ano após, saltando em décadas e se firmando sem qualquer erro.

Já tive uma grande oportunidade de conversar com o seu treinador, Xande Negão e também de visitar pessoalmente a academia em que efetiva treino constantes com ela, podendo verificar visualmente e na pele os Ibs tão criticados, nessa prática tão abundante de informações, pude reafirmar toda a minha expectativa em relação a senhora Barbosa.

É insanamente impossível de acreditar que uma mulher de trinta anos com uma porcentagem mínima de gordura, e uma estrutura aparentemente delgada, poderia executar movimentos tão precisos, com tanta calma e concentração, porém é a pura e intrínseca realidade.
Houve uma adaptação largamente gradativa para que isso fosse se tornar possível sem ocorrer lesões graves e assim lograr a uma carga digna de um powerlifter.

Muito vão hesitar, eu sei, a maioria inventará mil explicações, como algumas que já vi, por exemplo, trocar anilhas de ferro por de plástico e pinta-las para gravar vídeos..., mas a verdade é que é real, pude tocar, agachar e me certificar, ela é uma cavala e de fato, não veio desse planeta.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

7 razões para voçê fazer levantamento terra

O levantamento terra é um exercício sublime.
Você pode pensar que a minha opinião é suspeita, já que eu sou bom neste exercício (caso você não saiba – Eu sou o cara da foto acima, levantando 450kg duas vezes).Com isto dito, no tempo que você terminar de ler este artigo eu tenho certeza que você irá querer treinar pesado usando o terra.
Aqui vão 7 razões explicando porque o levantamento terra é tão importante e porque você deveria estar fazendo ele:
Execução Correta
1. Se você quer ganhar massa muscular, simples assim, poucas coisas gerarão ganhos mais rápidos do que fazer levantamento terra pesado.
2. Se você treina para ganho de força – o seu sucesso depende de quão bom você é no levantamento terra. Para você ter ideia, é neste exercício que a maioria dos campeonatos de força são vencidos ou perdidos.
3. O levantamento terra constrói força na pegada. Pelo menos até você ficar forte no exercício. E você sabe, ter uma pegada forte traz diversos benefícios, principalmente no aumento da carga em outros exercícios para as costas.
4. Se você treina adequadamente usando o levantamento terra, este exercício o fará mais forte da cabeça ao dedão do pé. Em especial os glúteos, posteriores das pernas, as costas inteiras, ocore e os antebraços. Mais força significa mais explosão, e ganhos diretos e indiretos em todas as áreas do corpo.
5. O terra é um exercício relativamente simples para aprender. Com certeza, nem todos estão preparados para treinar pesado com o terra logo de cara, mas existe várias variações que podem servir para você, até mesmo se sua mobilidade for péssima.
6. O levantamento terra ensina a ser mais agressivo. Se você não é agressivo na hora de levantar algo realmente pesado, o peso simplesmente não irá se mexer. Este tipo de agressão é algo que vários esportes requerem(além da musculação). Isto é um efeito benéfico tanto para treinar outros grupos musculares como outros esportes.
7. O terra realmente atinge a parte posterior do corpo. O terra não é apenas um exercício de “fortalecimento de lombar”, como algumas pessoas teimam em afirmar. Este exercício realmente atinge toda a parte de traz do nosso corpo, isto não é só importante só para gerar “fortalecimento” ou hipertrofia dessa área, mas também para equilibrar o desenvolvimento de ambos os lados do corpo (frente e trás), já que muita gente dá ênfase apenas a parte frontal do corpo (ou os músculos que podemos enxergar no espelho).

sábado, 7 de dezembro de 2013

Cadeira Extensora - Pernas

Na Cadeira Extensora (ou mesa extensora) a primeira dica vai por conta da posição do pé, que deve permancer elevada durante toda execução do exercício e a almofada do aparelho deve ficar apoiada na transição entre a perna e o pé, ou seja, bem na língua do tênis. Note que as posições da almofada (rolo) mais altas do que esta posição também são prejudiciais, portanto , regra: almofada apoiada na língua do tênis. É de grande benefício para o quadríceps. Ele prepara os joelhos para um maior estresse com os movimentos compostos que virão em seguida, além de tornar desnecessárias cargas exorbitantes em tais movimentos, reduzindo, assim, as chances de lesões. É um exercicio que serve desde iniciantes, até usuários avançados(se houver carga suficiente para os mesmos).

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Com o Carbo Prime, melhorei consideravelmente meus níveis de energia! agora posso fazer treinos mais longos e pesados sem exigir muito desgaste físico.

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Foto: Com o Carbo Prime, melhorei consideravelmente meus níveis de energia! agora posso fazer treinos mais longos e pesados sem exigir muito desgaste físico.

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Saldão de Robes na nossa loja Virtual

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Não faz agachamento completo porque tem medo de lesionar os joelhos? Vou te dar 3 motivos para você mudar de ideia cavalo.

Foto: Não faz agachamento completo porque tem medo de lesionar os joelhos? Vou te dar 3 motivos para você mudar de ideia cavalo.

1° O ângulo de 90° é considerado um dos principais erros na execução do agachamento. (FAIRCHILDET al., 1993). Análises das forças compressivas e de cisalhamento no agachamento nos mostram claramente que os piores ângulos são os que normalmente se recomendam como mais seguros. (Li et. al. 1999)

2° A flexão total da articulação do joelho faz com que a tensão na patela seja reduzida em cerca de 50% devido a ação dos músculos antagonistas (posteriores de coxa). (SHELBURNE,1998).

3° O aumento das forças compressivas tíbio-femorais e patelo-femorais são maiores em ângulos próximos aos 80° e 90° graus, sendo que essas forças caem à medida que a amplitude aumenta. (ESCAMILLA, 2001)

Entendeu? Quanto mais você descer no agachamento, menos pressão sofrerá a patela e os ligamentos do joelho.

Mas é claro, estamos falando de cavalos saudáveis. Se você possui algum histórico de lesão ou dores, seja na coluna ou nos joelhos, procure a orientação de um profissional de Educação Física.

Bons treinos!1° O ângulo de 90° é considerado um dos principais erros na execução do agachamento. (FAIRCHILDET al., 1993). Análises das forças compressivas e de cisalhamento no agachamento nos mostram claramente que os piores ângulos são os que normalmente se recomendam como mais seguros. (Li et. al. 1999)

2° A flexão total da articulação do joelho faz com que a tensão na patela seja reduzida em cerca de 50% devido a ação dos músculos antagonistas (posteriores de coxa). (SHELBURNE,1998).

3° O aumento das forças compressivas tíbio-femorais e patelo-femorais são maiores em 
ângulos próximos aos 80° e 90° graus, sendo que essas forças caem à medida que a amplitude aumenta. (ESCAMILLA, 2001)

Entendeu? Quanto mais você descer no agachamento, menos pressão sofrerá a patela e os ligamentos do joelho.

Mas é claro, estamos falando de cavalos saudáveis. Se você possui algum histórico de lesão ou dores, seja na coluna ou nos joelhos, procure a orientação de um profissional de Educação Física.

Bons treinos!

sábado, 26 de outubro de 2013

Não! você não pode se abastecer do aporte de drogas como um Pro



Todos os dias ao abrir o inbox, me deparo com pelo menos quinze mensagens do tipo, ''Ai, mano, vou ciclar pela primeira vez e já encomendei trembolona, Kigtropin, eu quero escrachar logo...'', ''Blz, cavalo?, to querendo fazer um blast mas só com orais, comprei cinco caixas de hemogenin e pra tpc recycle...'', eu sempre tenho que respirar fundo, contar até dez e pensar muito bem em uma resposta consideravelmente educada.
A questão é que a popularidade do fisiculturismo está se propagando em uma velocidade assustadora e com essa expansão em massa, abre-se uma porta que não possui filtro, todos tem acesso, dos mais qualificados e aplicados aos mais despreparados e imaturos.
Muitos se maravilham e sentem necessidade de copiar absolutamente todos os aspectos de um profissional, mas sem estrutura, se perdem e sofrem consequências graves.
Atletas culturistas não estão sozinhos, eles se cercam dos melhores especialistas em todos os ramos, nutrólogos, treinadores, cientistas, orientadores, massagistas, fisioterapeutas, juntos formam uma equipe onde mapeiam seu sistema endócrino, seus órgãos  sua capacidade física, sua resistência, sua taxa metabólica, rastreiam com extrema exatidão seus receptores, avaliam criteriosamente sua adenoipófise, para a consequente secreção e sintetização dos respectivos hormônios e principalmente detectam a situação da sua TSH, (hormônio tireotrófico), produção natural de T3 E T4. 
Conseguiu compreender o que eu estou falando?, isso não é brincadeira, isso não é um capricho passageiro, isso não foi feito para qualquer tipo de mentalidade e psicológico.
Cresça, estude, tenha segurança em seus conhecimentos, nunca deixe que a vontade de aprender mais e mais seja ocultada e tenha discernimento para escolher qual caminho correto seguir.

sábado, 21 de setembro de 2013