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segunda-feira, 28 de maio de 2012

O que aprender antes de começar o treino de musculação


treinar musculação. Acreditam que só levantando os pesos como a fichinha do instrutor ensina vai gerar resultados significativos.
É como se alguém decidisse dirigir e fosse pegar o carro antes de ter qualquer tipo de aula teórica ou mesmo noção de trânsito. Mas e o instrutor da academia não está lá? Sim, porèm na maioria das vezes é um profissional com dezenas de alunos para atender e que dificilmente irá parar para lhe explicar os conceitos básicos, que podem ser resumidos em quatro pilares fundamentais:

  1. Alimentação
  2. Hidratação
  3. Treino
  4. Descanso

A alimentação é o aspecto mais importante para gerar resultados a partir da musculação, mais até do que o próprio treino. Para fazer o corpo desenvolver músculos, é preciso alimentar-se com os nutrientes corretos, na periodicidade correta, com as proporções corretas e com as quantidades corretas.
São quatro os nutrientes com os quais você precisa se preocupar:

A proteína é o elemento básico para a construção de músculos. Se você quer fazê-los crescer, deve ingerir cerca de 2 gramas de proteína para cada quilo de massa magra que possua. Digamos que você tenha 70 Kg e 10% de gordura, sua massa magra é de 63 Kg. Deve consumir, então, cerca de 126 gramas de proteína por dia. As principais fontes de proteína são carnes (frango, peixe, bovinos, suínos etc.), ovos, leite e soja.

Os carboidratos são a fonte de energia para o corpo e é o nutriente mais fácil de ser obtido, pois está presente em quase todos os alimentos. O detalhe é que você deve consumir preferencialmente carboidratos de baixo índice glicêmico, como pão integral, arroz integral, macarrão integral etc. Os carboidratos de alto índice glicêmico (pão branco, doces, mel etc.) geram picos de insulina no corpo que podem ser transformadas em gordura. Existe apenas um momento no dia em que devemos ingerir carboidratos de alto índice glicêmico e falaremos sobre isso logo mais.

As gorduras, ao contrário do que muita gente pensa, não devem ser banidas da dieta. Devem-se evitar apenas as gorduras trans e as saturadas, presentes em margarinas, biscoitos e muitos alimentos industrializados. As chamadas gorduras boas devem ser consumidas diariamente, pois evitam o retardamento do metabolismo e, por conseqüência, do crescimento muscular. Essas gorduras boas são encontradas em alimentos como azeite de oliva, salmão, sardinha, nozes e castanhas.

Vitaminas, minerais, ferro, zinco etc. são essenciais para se manter uma boa saúde. Muita gente fica prestando atenção somente em proteína e carboidrato e esquece os micronutrienes. As melhores fontes são os vegetais, por isso assegure-se de manter em sua dieta algumas frutas e, em pelo menos duas das refeições, acrescente verduras e legumes. Brócolis, espinafre, tomate e cenoura são alguns dos mais recomendados.
A periodicidade correta da alimentação é outro ponto essencial. Você deve comer, no mínimo, 6 vezes por dia, sem nunca ficar mais de 3 horas sem comer – a não ser quando estiver dormindo. Isso mantém o seu metabolismo em estado anabólico – de crescimento muscular. Quando começamos a ter fome, o corpo passa a consumir suas reservas, incluindo aí massa muscular.
Além disso, comendo mais vezes durante o dia o corpo não vê a necessidade de acumular gordura (reservas de energia), ficando mais sequinho. Quando menos gordura houver sob sua pele, mais aparentes ficarão os músculos.
Dois segredinhos sobre a periodicidade podem fazer toda a diferença. O primeiro é a refeição que você faz logo após chegar do treino. Nesse momento, eu corpo está sedento por nutrientes e você tem uma janela de oportunidade magnífica para alimentá-lo da melhor forma possível. Essa é a única refeição em que você deve ingerir carboidratos de alto índice glicêmico, pois o pico de insulina ajudará a transportar as proteínas até os músculos.
Aqui é recomendado você usar suplementos alimentares: uma boa dose de whey protein (proteína extraída do soro do leite, altamente concentrada e de rápida absorção) com a mesma quantidade de maltodextrina ou dextrose (carboidratos de alto índice glicêmico). Perceba que eles estão suplementando a sua dieta e não substituindo comida de verdade (esse é um outro erro muito comum entre os novatos).
O segundo segredo é reduzir bastante ou até mesmo eliminar os carboidratos da última refeição, aquela que você faz antes de ir dormir. Agindo dessa forma, seu corpo irá produzir mais hormônio do crescimento do que normalmente, acelerando bastante o crescimento muscular.
Com isso chegamos a um ponto importantíssimo da alimentação: as proporções corretas. Uma refeição que contenha apenas macarrão, batata, verduras e um suco é uma refeição completa? A resposta é não. Ela está sobrecarregada de carboidratos, mas sem nenhuma fonte significativa de proteína.
A regra é a seguinte: toda refeição (exceto a última) deve ter uma porção de carboidratos e uma porção de proteínas. Sempre. Além disso, em duas delas é recomendável ter ainda uma porção de verduras e legumes e gorduras boas (ácidos graxos como as que citamos anteriormente).
Por fim, temos a questão da quantidade. Se você ingere alimentos demais, seu corpo pode estocá-los em forma de gordura. Se ingere de menos, então não terá matéria prima para fazer a construção dos músculos. Uma quantia mínima adequada é do tamanho do seu punho fechado.
]Dada a importância da alimentação no treinamento de musculação, a regra número um de toda academia deveria ser ter um nutricionista esportivo disponível para todos os alunos. Como a maioria não tem, recomendamos que você procure um nutricionista esportivo. Mas um da área esportiva, se não ele não vai fazer as recomendações que você necessita.

Nosso corpo é composto 70% por água. Só esse dado deveria bastar para explicar a importância da água no treino de musculação (e em qualquer área da vida relacionada a saúde). Apesar disso, muita gente continua ignorando a importância da hidratação.
A água está presente em qualquer processo metabólico que o nosso corpo realiza, incluindo a síntese protéica. Se para uma pessoa comum tomar oito copos é o mínimo recomendável, quem faz musculação pode passar para dez, doze copos por dia.
A água vai ajudar seu corpo a remover o excesso de nitrogênio, uréia e corpos cetônicos, ajudando o trabalho dos rins. Ela também ajuda a metabolizar gorduras, impedindo que seu corpo tenha as famosas gorduras localizadas.
Isso também inclui a retenção de líquidos. Por mais paradoxal que possa parecer, tomar mais água combate a retenção de líquidos, que deixa seu corpo com o aspecto inchado, fofo. Se você se alimenta e se hidrata corretamente, finalmente tem a matéria prima para trabalhar na musculação. É aqui que entra o treino com pesos, em que você deve observar apenas quatro aspectos: execução do movimento, respiração, cadência e carga para fadiga muscular.
Antes de falarmos sobre esses aspectos, é importante entender por que o músculo cresce. Trata-se sobretudo de um mecanismo de defesa do organismo, assim como um calo no pé. O calo se forma porque o sapato fica roçando na pele, ferindo-a. O organismo reage e cria uma camada mais grossa de pele naquele local.
Com o músculo é a mesma coisa. Quando forçamos um músculo através de um exercício com peso, estamos na verdade destruindo-os. Isso mesmo, estamos destruindo o músculo. Depois, o corpo vai começar a reconstruí-lo, principalmente se tiver a matéria prima obtida na alimentação. Isso acontece sobretudo durante o sono.
No próximo treino, você vai destruir novamente o músculo. E o corpo vai reconstruí-lo. Só que agora, o organismo entende que aquele músculo precisa ser maior para suportar a carga à qual está sendo submetido. Então você aumenta a carga para poder conseguir destruí-lo novamente. E o corpo reconstrói ainda mais forte. Essa é a brincadeira.
Como conseguir destruir o músculo com eficiência? Voltamos aos quatro aspectos:

É comum ver gente roubando ou fazendo o exercício de forma incompleta. A execução do movimento precisa ser completa e correta. Isso ajuda a isolar o músculo que se quer trabalhar, protege a coluna e as articulações e evita lesões. A execução do movimento não deve ser prejudicada pela carga. Por fim, é importantíssimo notar que todo movimento tem duas fases: a positiva e a negativa. A positiva é quando você está levantando o peso e a negativa, quando está abaixando. 90% das pessoas concentra-se apenas em levantar o peso. Mas abaixá-lo é tão importante quanto. É preciso abaixar o peso devagar, forçando o músculo. Com essa atitude simples, você simplesmente dobra o efeito de cada exercício.

Outro aspecto bastante negligenciado. Quando vemos pessoas tentando fazer exercício com muita carga, é comum vê-las prendendo a respiração para fazer mais força. Isso é um erro básico. A respiração precisa ser controlada. Inspire durante a fase negativa do movimento (quando abaixa os pesos) e expira na fase positiva (quando os levanta). Simples assim.

O exercício não é uma competição de atletismo. Para se livrar logo dele, o mais comum é levantarmos e abaixarmos o peso rapidamente. Só que o efeito que desejamos é o contrário. No mínimo, você deve levar um segundo para levantar o peso, um segundo para mantê-lo na posição limite e dois segundo para abaixá-lo. Isso é regra e também potencializa em muito o seu treinamento.

Basicamente todo mundo se preocupa apenas com a carga. Ah, fulano bota 60 quilos no supino. Isso não importa, principalmente se ele faz o exercício correndo, soltando o peso na descida e sem respirar. A função da carga é uma só: gerar fadiga muscular. Se você está conseguindo isso com cinco quilos, ótimo. O treinamento está funcionando. Se você observar os três pontos anteriores, vai perceber que vai precisar diminuir a carga. Mas ao mesmo tempo vai melhorar seu treino. Mais carga não significa melhor qualidade de treino.
Antes de passarmos para o próximo ponto, vale mais uma palavrinha sobre a fadiga muscular. Se o objetivo é destruir os músculos, você precisa colocá-los em fadiga total. Isso significa não conseguir fazer mais nenhuma repetição após a última da série. Se você está chegando a isso, vai perceber que precisa malhar cada grupo muscular apenas uma vez por semana, dando tempo para a recuperação adequada. Finalmente, chegamos ao ponto final. Nos dois primeiros, você supriu o corpo com a matéria-prima adequada para fazê-lo crescer e funcionar bem. No terceiro, você aprendeu a destruir os músculos. Agora vai entender como o corpo faz para reconstruí-los.
O crescimento muscular – ao contrário do que muita gente pensa – não ocorre durante os treinos e sim nos intervalos entre eles. É por isso que não adianta malhar um grupo muscular todo dia. O corpo precisa de tempo para reconstruir os músculos.
Como regra geral, cada grupo muscular deve ser exercitado uma ou, no máximo, duas vezes por semana. Se você ainda sente dores do treinamento anterior, não vale a pena forçar o músculo mais uma vez, pois o corpo ainda está reconstruindo-o.
O descanso é fundamental. Depois de malhar, você deve evitar forçar novamente os músculos até eles estarem recuperados. Isso acontece principalmente durante o sono, que é quando o nosso organismo se recompõe. Por isso é essencial dormir de oito a dez horas por dia e procurar fazer sempre no mesmo horário.
Seguindo essas orientações, seu corpo é capaz de mudar radicalmente em cerca de 90 dias. Não deixe, no entanto, de procurar um médico antes de começar a se exercitar e de se aconselhar com um nutricionista esportivo e com o próprio instrutor da academia, só que agora falando com ele com um maior grau de conhecimento. Bons treinos.

Eva Andressa Vieira
(Campeã brasileira de Body fitness)
Vá para academia treinar, não malhar, malhar é coisa de preguiçoso, os verdadeiros atletas treinam!
Equipe M.P Blog!

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que comer antes e depois do treino de musculação


Todos nós, muitas vezes temos dúvidas do que comer antes de ir treinar.
 O tempo entre comer e treinar precisa ser suficiente para o alimento ser digerido e absorvido,
evitando desconforto e garantindo reservas de glicogênio para os músculos. Ou seja,
 se você fizer uma refeição equilibrada em carboidrato, proteína e gordura de boa qualidade, 
vai ter combustível suficiente para malhar. Mas se você estiver mais de quatro horas sem comer, 
o lanchinho pré-treino será necessário. Este,
 por sua vez, pode ser um detalhe fundamental para atingir seus objetivos e se sentir mais disposto, 
acelerando seu metabolismo.


Sem glicogênio (a energia vinda dos carboidratos), o corpo tem mais dificuldade de queimar a gordura. Além disso, rouba proteína da massa magra para usar como combustível. Assim, perde-se músculo e mantém-se a gordura. Sem contar no risco de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue), que pode provocar tontura e até desmaio.

Mas não é qualquer alimento que resolve. É interessante que se coma uma hora e meia antes do treino, proteína (ovo, atum, peito de peru), importante para a recuperação e a manutenção dos músculos, e carboidrato (pães, biscoitos integrais e frutas), que faz com que o organismo consuma açúcares e gordura durante o exercício.
 

Mas se o intervalo for menor, então fique apenas com o carboidrato e dispense a proteína (ela tem uma digestão mais demorada, e se ingerida próxima à aula, pode causar mal-estar), então, priorize biscoitos e pães refinados, eles ficam menos tempo no estômago e garantem a energia necessária para malhar.

Porém, no término do treino, a proteína será bem-vinda. E o ideal é que ela seja consumida na primeira hora após a aula, quando as fibras musculares, que sofreram micro-lesões durante o exercício, começam a se regenerar. E o carboidrato também é fundamental, pois ele irá ajudar o corpo a se recuperar do desgaste poupando novamente o músculo.
A água também é uma das coisas fundamentais para o treinamento físico e importante a qualquer momento — antes, durante e depois do exercício — para hidratar o corpo e manter a temperatura equilibrada.

Fique esperto! Se não comer antes do treino de musculação pode ter problemas em fazer os exercícios na intensidade necessária. E se não comer depois do treino, não estará proporcionando aos músculos os nutrientes indispensáveis a eles.

Espero que tenha gostado das dicas.
Bons treinos, equipe MPB!

domingo, 8 de abril de 2012

Conheça os benefícios e os malefícios do chocolate

Ele está por a toda parte. A três dias da Páscoa, fileiras de ovos de chocolate se multiplicam nos supermercados e nas doçarias, exigindo muita força de vontade de quem não pode ou não quer sucumbir à tentação.

Altamente calórico, o chocolate é o vilão das dietas, mas pode ser consumido com moderação por pessoas saudáveis. Nutritivo, contém vitaminas e sais minerais, além de alto teor de flavonóides --antioxidantes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares-- e de substâncias precursoras da serotonina --responsável pela sensação de prazer e bem-estar.

Para esclarecer as principais dúvidas e curiosidades a respeito dessa iguaria, a Folha ouviu 17 profissionais da indústria de chocolate e das áreas de dermatologia, endocrinologia, nutrição, otorrinolaringologia, pediatria e psiquiatria.

1. Chocolate faz bem para a saúde?
Alguns estudos, não conclusivos, dizem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue. Ele contém vitaminas --A, B, C, D e E-- e sais minerais, como o ferro e o fósforo. De qualquer modo, por ser altamente calórico, deve ser consumido com moderação inclusive por pessoas saudáveis. O chocolate ao leite e o branco são os menos recomendados, devido às gorduras saturadas presentes no leite.

2. Qual é a quantidade recomendada por dia?
A Organização Mundial de Saúde não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.

3. Qual é o mais e o menos calórico?
O chocolate amargo e o ao leite têm praticamente as mesmas calorias.

4. O "diet" engorda? E o "light"?
Como não tem açúcar na composição, o teor de gordura do "diet" precisa ser maior, para garantir a mesma consistência. Em alguns casos, ele chega a ser mais calórico que o chocolate comum, por isso é indicado apenas para diabéticos, não para pessoas com restrição calórica. Já os "light" têm menos gordura e, por isso, menos calorias.

5. Quem não deve comer chocolate de jeito nenhum?
Pessoas sensíveis podem ter enxaqueca provocada por alergias ou devido à ação de substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate, além de irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal. A tosse pode ocorrer como manifestação alérgica, embora não seja comum. A diarréia pode ser causada pelo consumo excessivo, devido ao alto teor de gordura, razão pela qual pessoas com problemas no fígado devem evitá-lo. Estima-se também que de 10% a 15% das pessoas com doenças labirínticas tenham problemas com o metabolismo de açúcar.

6. E as crianças? A partir de que idade o consumo de chocolate é liberado?
Ele deve ser desestimulado em qualquer idade, devido ao alto teor de açúcar e gordura. Quanto mais cedo a criança começar a comer chocolate, pior. No primeiro ano de vida, as chances de intolerância à lactose (açúcar encontrado no leite animal) são maiores.

7. Qual o é o efeito dele na pele? Dá espinha? E dos cosméticos à base de chocolate?
Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas. Alguns dermatologistas, no entanto, afirmam que pacientes com propensão à acne relatam piora após a ingestão exagerada de chocolate. Já os efeitos de cosméticos e tratamentos para a pele à base de chocolate, disponíveis desde a Antigüidade, são duvidosos. O óleo do cacau hidrata a pele apenas superficialmente, podendo ser usado em peles ressecadas ou envelhecidas, embora existam produtos mais eficazes.

8. Chocolate pode causar dependência?
Sim. Ele contém três substâncias que podem provocá-la: a teobromina, a cafeína e a feniletiamina. Para ser caracterizada como dependente, a pessoa precisa consumir chocolate para se sentir bem ou ter sintomas depressivos quando fica muito tempo sem comê-lo. Geralmente, o problema afeta os indivíduos angustiados e os ansiosos.

9. Como são os chocolates especiais para pessoas alérgicas à lactose e ao glúten?
A maioria dos produtos voltados a pessoas com intolerância à lactose utiliza o leite de soja no lugar do leite de origem animal. Como alternativa, existe o chocolate amargo, que não leva leite na sua composição. Já as pessoas com intolerância ao glúten devem consultar as informações no rótulo do produto para se certificar que o recheio ou os outros ingredientes são livres da substância. Chocolate puro não contém glúten.

10. Por que, ao comê-lo, sentimos melhora de humor e alívio no estresse?
Porque ele contém substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.

11. Chocolate é afrodisíaco?
Dessa crença popular, difundida há séculos, o que se sabe é que ele estabiliza neurotransmissores relacionados a sensações prazerosas, como a dopamina e a serotonina, e favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem o prazer.

12. Se a pessoa concentrar o consumo do ano todo na Páscoa, pode ter uma intoxicação?
Ela só vai ocorrer se o chocolate estiver contaminado por alguma toxina. Mas o consumo exagerado pode provocar diarréia.

13. Qual é o prazo de validade de um chocolate? Ele dá algum sinal de que está impróprio para o consumo?
Em seis meses, ele começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor excessivo, a sua gordura sobe à superfície: o chocolate fica manchado, mas não significa que está estragado.

14. Por que se diz que os chocolates belgas, franceses, suíços e venezuelanos são tão superiores aos brasileiros?
Países europeus, como Bélgica e Suíça, não plantam o cacau que utilizam. Sua fama de fazer bons chocolates decorre dos grãos utilizados, da tecnologia empregada e da tradição --os suíços foram os primeiros a fabricar chocolates ao leite, e os belgas lideram o mercado de produtos voltados a profissionais. Na Venezuela, o grão de cacau é superior ao brasileiro, considerado ácido por alguns.

15. Assim como ocorre com o café e o vinho, as características do ovo com o tipo chocolate podem variar de  de solo e de clima?

Sim. A quantidade de calor, de umidade, o tipo de solo e a variedade do grão interferem na qualidade do cacau. Assim como acontece com as uvas, uma pequena variação ou um declive do solo pode alterar o aroma, a textura e o sabor do fruto que dará origem ao chocolate. Quando ele é produzido com grãos de uma região específica, é chamado de chocolate de origem. Os grãos cultivados na América costumam ter um sabor mais marcante de frutas, ervas e flores, dependendo da região.

16. Os chocolates com mais cacau são os melhores?
O conceito é relativo, já que depende do gosto pessoal. Mas, quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes que mascaram o seu sabor. Para um chocolate derreter facilmente na boca, a quantidade de manteiga de cacau é determinante, porque seu ponto de fusão é a temperatura do corpo humano: quando entra em contato com o calor da boca, o chocolate derrete.

17. Por que se presenteia na Páscoa com ovos de chocolate?
O costume começou há cerca de 3.000 anos com os chineses, que comemoravam o início da primavera no Hemisfério Norte, oferecendo ovos de pata e galinha pintados em cores fortes. O ritual pagão celebrava a volta à vida, após um inverno rigoroso e os longos meses em que a natureza permanecia coberta de neve. A data coincide com a Páscoa cristã, que marca a ressurreição de Cristo. Com o tempo, o costume se espalhou pelo mundo, e outros materiais substituíram o ovo animal, como a madeira e as pedras. Em meados de 1828, o desenvolvimento da indústria de chocolates na Inglaterra consolidou o produto como matéria-prima nesta época. No Oriente, no entanto, os ovos de chocolate ainda não foram totalmente incorporados à cultura.

QUADROS
DE QUE É FEITO O CHOCOLATE
Amargo: massa de cacau (resultado da trituração das favas), manteiga de cacau, açúcar e lecitina de soja (estabilizante usado para tornar a mistura homogênea)
Ao leite: adiciona-se leite em pó à massa de cacau, à manteiga de cacau, ao açúcar e à lecitina de soja
Branco: manteiga de cacau, açúcar, lecitina de soja e leite em pó

QUEIME AS CALORIAS
(na esteira ou na piscina, 100 gramas de chocolate ao leite
Andando
89 minutos a 5 km/h
Correndo
57 minutos a 5 km/h
Nadando
60 minutos de "crawl" em velocidade média
Hidroginástica
48 minutos em intensidade média
* valores calculados para uma pessoa de 70 kg
Fonte: RGNutri (consultoria nutricional)

OS MAIS CALÓRICOS
(calorias/100 gramas)
Chocolate crocante 553
Chocolate branco 550
Chocolate ao leite 540
Chocolate amargo 537
Fonte: RGNutri (consultoria nutricional)

OS 5 MAIORES CONSUMIDORES MUNDIAIS
(em toneladas/ano)
Estados Unidos - 1,696 milhão
Alemanha - 695 mil
Inglaterra - 641 mil
Rússia - 537 mil
França - 248 mil
O Brasil encontra-se na sétima posição, com 137 mil toneladas
Fonte: Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados

OS 5 MENORES CONSUMIDORES MUNDIAIS
(em toneladas/ano)
Cingapura - 4.000
Tailândia - 4.000
Hong Kong - 6.000
Venezuela - 6.000
Malásia - 8.000